quarta-feira, 2 de abril de 2008

POLÍTICA – Mulher vota em mulher?

Divulgação CMC Nely Almeida - PSDB

Desde o século XIX, quando através dos movimentos feministas a mulher definitivamente resolveu buscar seu espaço igualitário junto à sociedade, a política tornou-se um dos principais alvos. Hoje, há representantes no legislativo e executivo, contudo esse número ainda está muito aquém, se compararmos com outros seguimentos. Em Curitiba, por exemplo, onde segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, a população feminina, com quase 900 mil pessoas, representa mais de 50% dos habitantes e 51% do colégio eleitoral, dos 38 representantes do legislativo municipal, apenas cinco são mulheres. (Dona Lourdes do PSB, Julieta Reis do DEM, Nely Almeida do PSDB e as Petistas Professora Josete e Roseli Isidoro), não perfaz vinte por cento do número da casa. Com a mudança da legislação em 1996, trinta por cento da lista de candidatos dos partidos tem que ser preenchido por mulheres, mas mesmo assim poucas se arriscam em se lançar candidatas. Curitiba viveu uma experiência pitoresca, quando nos anos 1980, o desconhecido Partido Verde lançou a também desconhecida Eliria Tim como candidata a prefeitura da cidade. As aparições no programa eleitoral da candidata que se orgulhava por andar de ônibus e ser alguém do povo, foram motivos de chacota.
Mas se elas são a maioria porque isso não reflete na hora do voto? Mulher Vota em mulher?
Fizemos a pergunta para algumas mulheres: A jornalista Franciele Colpani disse que seu critério é analisar as propostas da candidata ."Se realmente tiver um bom programa eu voto,Caso contrário procuro outro", concluí. A zeladora Maristela Ferreira disse que não vota em por entender que as mulheres não se impõem diante dos homens quando o assunto é política.'Elas são muito fraca' afirma. Já para a estudante Francine Lopes, caso a candidata reúna os requisitos necessários vota sem qualquer problema.
(Antonio Nascimento)

Um comentário:

Alt@mir_jr disse...

Com todo respeito ao artigo e buscando ainda mais elevar o nível do artigo, lembro que a Elíria Tim era do então partido P.H. (Partido Umanista).Se ele foi "absorvido" por outro , sem problemas. O fato é que temos que respeitar a história como ela é . E parabéns uma vez mais para Elíria Tim.